Menina Brincante
Acabei de ler o livro do poeta e amigo de longa data (nos conhecemos há 3 dias) Gil Miri. O título Retalhos de um tempo brincante trouxe um sorrisinho de canto em meu rosto, como se fosse uma intimidade compartilhada. Sei bem do que ele está falando, pois vivi muitas das peraltices poetizadas. Seu livro me fez pensar em como foi diferente a infância de meninos e meninas, que hoje tem 40 e poucos e mais. As brincadeiras de rua que Gil conta me fizeram retornar aos meus momentos de brincar na rua, dos amigos tocando a campainha e perguntado “tia, a Ju pode brincar?” e eu ali, pequenininha e com olhar de cachorro carente, implorando para que ela deixasse. Na maioria das vezes deixava, outras vezes essa liberdade estava condicionada ao dever de casa ou a arrumar alguma bagunça deixada. Mas o que o menino brincante me fez acessar foi de como a infância das meninas é mais chata, mais sem graça, mais sem emoção. Vou trocar o verbo: foi. Hoje em dia eu vejo que isso já mudou um pouco, mas...